segunda-feira, 19 de março de 2012

Fim


Pessoal acabou, acho que cansei.

Muito obrigado por todos que durante este período navegaram pelo blog, e me ajudaram a melhorar o meu vocabulário dando dicas e corrigindo o sofrido português.

Vou voar por outras bandas, talvez um novo blog, um novo espaço com outro enfoque, deixar a alma falar mais alto e escuta-la ao invés de ir contra a maré.

Neste período foi gostoso, aliás foi muito bom ter um lugar onde poderia compartilhar o meu dia a dia e escrever o que estava pensando ou passando, como se estivesse na terapia com alguém me escutando.

Curei-me?

- Talvez!

Do que?

- Não sei!

O espaço já não me satisfaz, os tempos são outros o bate papo já não me completa.

Espero que ao menos as minhas experiências, textos, e letras de musicas tenham ajudado de alguma forma vocês que estiveram neste período visitando este blog.

Grande abraço a todos

sexta-feira, 9 de março de 2012

Relacionamentos


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.

"Tudo nós não temos".

Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...
E se o beijo bate... Se joga... Senão bate...
Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta...
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta.
É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim...

Quem disse que ser adulto é fácil?

Gostar de alguém é o sentimento mais lindo que se pode ter nesta vida de conflitos e barreiras... Não tenha medo de gostar... Se envolva sempre que sentir vontade... Seja feliz da sua maneira!!!

(Arnaldo Jabor)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Velocidade dos acontecimentos


A sensação é estranha, o dia ou as horas parecem não conter os mesmos segundos ou horas de outrora. As atividades corriqueiras consomem mais energia e são replicadas para um outro dia, porque este que estamos vivendo já se foi.

Parece que não vivemos 24 horas por dia, será que o dia esta mais curto?

As semanas menores.

Os meses mais rápidos.

E os aviões supersônicos arrastando os anos ainda mais rápidos.

Talvez toda esta velocidade dos acontecimentos esteja relacionada ao bombardeio de informações que recebemos diariamente, hoje dificilmente uma noticia não é divulgada e esmiuçada profundamente como não existia anteriormente.

Através da internet  estamos vivendo um momento único, de grande troca de informações onde temos grande facilidade de buscar e se informar por todo e qualquer assunto.

A humanidade demorou anos, décadas, milênios acumulando informações através de experimentos, livros, e passando de geração para geração e hoje temos tudo isso ao nosso alcance através da internet.

Mas o que a internet tem a ver com a velocidade do tempo que estamos passando hoje?

Talvez nada, mas com certeza contribui para acelerar o dia.

Já se foi o tempo que precisávamos recorrer aos periódicos nas bancas para se informar o que havia acontecido no dia anterior.

Enfim, não sei o que acontecendo, mas fica a sensação de que o dia não tem 24 horas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

RMS Titanic


Totem da ousadia humana, orgulho da engenharia náutica, colosso de 269 metros de comprimento e 46 mil toneladas, obra-prima de 7,5 milhões de dólares, o RMS Titanic, tido e havido como inexpugnável pelos mais insuspeitos especialistas, soçobrou em sua viagem inaugural. Ao colidir com um iceberg, nas últimas horas do dia 14 de abril, o navio afundou e levou consigo a vida de mais de 1.500 pessoas nas águas gélidas do Atlântico norte. Ao choque e à incredulidade pela notícia, soma-se agora, no rescaldo da acachapante tragédia, a ânsia pelas respostas às perguntas que não querem calar. Como um gigante do porte do Titanic pode ter simplesmente afundado pelo choque com um iceberg? Porque o maior e mais moderno navio de nosso tempo não oferecia plenas condições de segurança a todos os seus passageiros? Autoridades dos Estados Unidos e da Inglaterra já se mobilizam para investigar as causas do sinistro e atribuir possíveis responsabilidades.
O navio saindo do cais de Southampton para a viagem inaugural: destino tenebroso
Com poucos dias decorridos do acidente, porém, as informações ainda são desencontradas, nebulosas e não confirmadas. O que se sabe pelos relatos dos cerca de 700 sobreviventes, resgatados pelo RMS Carpathia horas após o infortúnio, é que o Titanic, que em 10 de abril deixara Southampton, na Inglaterra, rumo a Nova York, colidiu a estibordo com um iceberg na região dos bancos gelados de Newfoundland por volta das 23h40 do dia 14. No contato com a proa, a massa flutuante de gelo abriu um rombo no casco do navio, e a água passou a jorrar para dentro dos compartimentos à prova d'água. Cinco deles teriam sido danificados e inundados, de acordo com o que tripulantes sobreviventes ouviram de Thomas Andrews, projetista e construtor da Harland & Wolff (empresa responsável pela fabricação do Titanic), que inspecionou o estrago momentos depois do abalroamento e não sobreviveu ao naufrágio.
Aqui começam as interrogações. Os especialistas não compreendem o motivo pelo qual o Titanic não alterou sua rota, já que recebeu diversas mensagens pelo telégrafo alertando sobre a presença de icebergs flutuantes (notadamente na região 42º Norte e entre a 49º e 51º Oeste) na véspera da colisão. Mesmo sabendo do caminho potencialmente acidentado na rota do majestoso transatlântico, o capitão optou por manter a rota e a velocidade, confiando na calmaria do oceano - "o mar estava como grama", declarou o segundo oficial, tenente Charles Lightoller - e na observação de sua equipe na torre (que, entretanto, estava sem binóculos). Assim, quando, às 23h40 os vigias Frederick Fleet e Reginald Lee avistaram um grande bloco de gelo imediatamente à frente do navio, havia pouco a ser feito. "Iceberg logo à frente!", anunciaram, em vão. O primeiro oficial, tenente William Murdoch, ainda tentou uma manobra para desviar o navio pela esquerda, mas não houve tempo: menos de um minuto depois, veio a colisão.


A experiente tripulação: capitão Smith (de barba) pediu socorro, mas não houve tempo
Quando o veteraníssimo capitão britânico Edward Smith, de volta à cabine, percebeu que sua embarcação havia sido comprometida, imediatamente ordenou o envio de sinais de socorro - tanto via foguetes sinalizadores quanto mensagens de S.O.S., pelos operadores do sem-fio - e a imediata evacuação do Titanic. Mas os 20 botes salva-vidas presentes no navio acomodavam apenas um número máximo de 1.178 passageiros - número que estava dentro da regulamentação inglesa para navios de mais de 10.000 toneladas, mas insuficiente para acomodar as 2.223 pessoas que estavam a bordo do transatlântico. Os oficiais Murdoch e Lightoller comandaram então a distribuição dos passageiros nos botes, tendo como diretriz a regra internacional de embarcar prioritariamente mulheres e crianças. Por volta de 0h45 de 15 de abril, o primeiro bote foi ao mar. Dos 65 lugares disponíveis, ele levava apenas 28 passageiros. Naquele momento, muitos ainda não acreditavam que o transatlântico novo em folha estivesse realmente em perigo.
Apenas quando a água gelada começou a invadir as cabines e os salões de jogos é que a irreversibilidade da situação ficou patente. Engenheiros calculam que, uma hora após o choque, mais de 25.000 toneladas de água tenham inundado o navio. Por volta da 1h30, a proa estava totalmente submersa. Pouco mais de 45 minutos depois, quando todos os botes salva-vidas já estavam ao mar, a popa inclinou-se num ângulo de 45 graus, e o peso titânico da estrutura fez a embarcação rachar-se entre a terceira e quarta chaminés. Às 2h20, o Titanic, pérola da White Star Line, foi completamente engolido pelo oceano Atlântico. Era o fim do mais rico e moderno transatlântico já concebido pelo homem - e apenas o início do martírio de seus outrora orgulhosos passageiros.
O iceberg: o gelo tinha marcas de tinta
Dezenas de pessoas ainda estavam no convés, e muitas lançaram-se desesperadamente rumo às águas geladas, buscando agarrar-se a algum destroço do navio ou ser resgatado por um dos botes salva-vidas. Poucos barcos, porém, retornaram para as proximidades do local onde o Titanic desaparecera. Seus ocupantes temiam que a força de sucção da água revolta pelo naufrágio, ou mesmo o desespero das pessoas tentando subir nos botes, causassem nova tragédia. Assim, enquanto os pequenos barcos vagavam na escuridão à espera de resgate, com cerca de 700 almas trêmulas de frio, algo em torno de 1.510 pessoas teriam seu destino selado ali mesmo, no local do naufrágio, a maioria absoluta morrendo em decorrência de hipotermia causada pela temperatura da água, 2ºC negativos. No total, 80% dos homens e 25% das mulheres feneceram. Aparece então outra indagação: por que os botes salva-vidas não foram lançados com suas capacidades máximas? Tivesse sido esse o desfecho, pelo menos mais 500 pessoas estariam salvas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um estudo publicado no jornal Science conta resultados surpreendentes da droga Bexaroteno, já usada no tratamento contra câncer de pele

Um novo estudo pode oferecer a primeira esperança real para o tratamento. Na pesquisa publicada no jornal Science, a equipe de pesquisadores liderados por Gary Landreth, da Universidade Case Western, e seu aluno graduado Paige Cramer, descobriu que um medicamento chamado Bexarotene apresenta efeitos surpreendentes em camundongos que sofriam de uma condição similar a pacientes com Alzheimer. Esses ratos possuem placas similares em seus cérebros, compostas de proteínas beta-amilóides, e apresentaram danos comportamentais e cognitivos iguais aqueles experimentados por vítimas de Alzheimer.

Poucas horas após receberem Bexaroteno, as placas nos cérebros dos camundongos começaram a dissolver-se. Como consequência, dentro de alguns dias os ratos apresentaram a recuperação de habilidades cognitivas que haviam perdido. Em particular, eles recuperaram a habilidade de fazer ninhos, um comportamento que apenas ratos saudáveis possuem. Eles também readquiriram parte de suas habilidades olfativas.

Bexaroteno (TargretinTM) é uma droga aprovada para o uso em seres humanos no tratamento de linfoma cutâneo das células T, uma tipo raro de câncer de pele. Ele funciona bloqueando o gene RXR, que é envolvido na produção das proteínas beta-amilóides. Cramer, Landreth e seus colegas partiram da hipótese de que se o Bexaroteno pode ultrapassar a barreira sanguínea do cérebro, poderia auxiliar na dissolução das placas associadas ao Alzheimer. Aparentemente eles estão corretos.

Uma grande ressalva é que muitas drogas potencialmente úteis funcionam em camundongos mas falham em seres humanos. Essa droga é diferente, pois seu uso já é aprovado em humanos, mas nunca foi testada em pacientes com Alzheimer. Os teste estão programados para iniciar o quanto antes, mas levará tempo até que saibamos se ela pode atrasar o progresso do Alzheimer. Para uma doença que afeta uma enorme parcela da população, e sem nenhum tratamento, essa descoberta poderá ser um grande avanço

Porém, um novo estudo pode oferecer a primeira esperança real para o tratamento. Na pesquisa publicada hoje no jornal Science a equipe de pesquisadores liderados por Gary Landreth, da Universidade Case Western, e seu aluno graduado Paige Cramer, descobriu que um medicamento chamado Bexarotene apresenta efeitos surpreendentes em camundongos que sofriam de uma condição similar a pacientes com Alzheimer. Esses ratos possuem placas similares em seus cérebros, compostas de proteínas beta-amilóides, e apresentaram danos comportamentais e cognitivos iguais aqueles experimentados por vítimas de Alzheimer.

Poucas horas após receberem Bexaroteno, as placas nos cérebros dos camundongos começaram a dissolver-se. Como consequência, dentro de alguns dias os ratos apresentaram a recuperação de habilidades cognitivas que haviam perdido. Em particular, eles recuperaram a habilidade de fazer ninhos, um comportamento que apenas ratos saudáveis possuem. Eles também readquiriram parte de suas habilidades olfativas.

Bexaroteno (TargretinTM) é uma droga aprovada para o uso em seres humanos no tratamento de linfoma cutâneo das células T, uma tipo raro de câncer de pele. Ele funciona bloqueando o gene RXR, que é envolvido na produção das proteínas beta-amilóides. Cramer, Landreth e seus colegas partiram da hipótese de que se o Bexaroteno pode ultrapassar a barreira sanguínea do cérebro, poderia auxiliar na dissolução das placas associadas ao Alzheimer. Aparentemente eles estão corretos.

Uma grande ressalva é que muitas drogas potencialmente úteis funcionam em camundongos mas falham em seres humanos. Essa droga é diferente, pois seu uso já é aprovado em humanos, mas nunca foi testada em pacientes com Alzheimer. Os teste estão programados para iniciar o quanto antes, mas levará tempo até que saibamos se ela pode atrasar o progresso do Alzheimer. Para uma doença que afeta uma enorme parcela da população, e sem nenhum tratamento, essa descoberta poderá ser um grande avanço

 


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Paranóia esta batendo


Um dia, há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos Chicletes Adams (uma cor-de-rosa e outra amarela). Quem se lembra dessas saudosas embalagens? Eram caixas maiores, que tinham uma janelinha de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Assustado, notei que a janela original fora trocada por uma mentirosa abertura, desenhada com os chicletinhos impressos. Algum executivo zeloso, para fazer bonito junto aos patrões, acabara com a visão real das balinhas frescas como a brisa, deixando-nos somente um simulacro. Isso me preocupou. Entendi que se iniciava uma época comercial menos humana (talvez a pós-modernidade), mas, por outro lado, compreendi que detalhes ínfimos podem ser indícios de momentos históricos. Por isso, como vivemos a época de encrencas insolúveis, sem um futuro claro, me ligo em bobagens iluminadoras do presente.

Por exemplo, que significa a resposta de uma telefonista, se eu lhe agradeço por uma informação e ela replica: "Imagina!...". Que quer dizer isso? Talvez denote que eu e ela fazemos parte de um "sistema" coletivo de obrigações automáticas, sem espaço para gentilezas individuais e gratidão desnecessária. É quase uma repreensão, como se meu 'muito obrigado' quebrasse a lógica contínua de seu serviço. Daí a resposta: "Imagina! O senhor se acha especial?".

Aliás, "senhor" é uma novidade. Dizia-se sempre "Sr. Fulano, Sr. Sicrano...".

Tudo bem, mas agora usam um "senhor" no fim da frase: "Estaremos entregando a encomenda, senhor"... Ou "senhorita". Alguém já ouviu "senhorita" no dia a dia? Isso deve ser influência do gerúndio na dublagem de filmes americanos: "Miss Williams, we'll be sending your package soon". Seria a nefasta influência do imperialismo cultural (esquerda) ou o crescimento de uma linguagem global (liberais).

As telefonistas também dizem: "Quem deseja?" ou "O senhor Fulano não se encontra...". Isso me desorganiza. Tenho ganas de dizer: "Todos desejam, o ser humano deseja! E o senhor Fulano não 'se encontra', como? Ele está em crise, perdidaço na vida?". Nada digo, porque ela responderia: "Eu não saberia lhe informar, senhor...".

Outro fenômeno moderno, ou melhor, "contemporâneo" (aliás, não aguento mais esta palavra 'contemporâneo', que tudo absolve e tudo explica: "Isso é uma merda, mas é supercontemporâneo!..."), é o tom dos falantes no celular. Em aeroportos, é comum mulheres discutindo a relação com o marido, falando alto, andando pela sala, até chorando, na linguagem 'metapsicológica' dos Big Brothers. Criou-se uma língua BBB, feita de súbitas lágrimas, acusações e queixumes, rancor dosado por perdões simultâneos, deixando escapar propositais intimidades, pontuadas por rápidas olhadas para conferir a reação dos circunstantes.
Aliás, por falar em celular, e as musiquin has? Jingle Bells ou Pour Elise tocam no bolso de um executivo, que imediatamente faz um resumo da situação da empresa aos berros. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria discretamente: "Alô?".

E os dedinhos "contemporâneos" que não param nos blackberries e iPhones, com as cabeças baixas, digitando mensagens misteriosas? Isso me traz uma dolorosa solidão, pois ninguém mais presta atenção em ninguém 'ao vivo', como se o importante é o que não está ali, o desejo 'não se encontra' aqui, mas acolá, talvez na 'nuvem'.

E as notícias? São eivadas de incertezas - se a Grécia quebra ou não quebra - ou de certezas impossíveis como, por exemplo: a taxa de inflação vai ser de 6,3 ou 6,7 ao fim do ano, cai em outubro e sobe em novembro. Como podem saber? Como se mede isso? Por que não tomam medidas essenciais como cortar gastos públicos em vez dessa irritante roleta brasileira de palpites? Claro que os 'pentelhos' e seus aliados feudais não deixam.

Por que as paradas gay têm três milhões e os evangélicos quatro milhões e a marcha contra a corrupção no Rio só 2.500 pessoas? É a medida clara de nossa alienação política.

E as queimadas e desmatamentos? O governo fala disso como se referisse a outro país, com um lamento impotente: "O equivalente a mil campos de futebol foram queimados em um mês...". Por que a medida 'campos de futebol'? Para deprimir corintianos? Aliás, entristece-me ver os times de futebol com anúncios no peito dos jogadores. Sou um babaca romântico, claro. Mas os times heroicos vendendo Hyundai e Kalunga me doem.

E os garçons simpáticos? Sempre que eu peço um guaraná, ouço invariavelmente: "Com gelo e laranja?". Por quê? O meu guaraná indígena não basta? Sempre tenho a esperança de encontrar um "old timer" que me pisque o olho e faça a bela pergunta antiga: "Da Brahma ou da Antártica?".

E a demarcação das terras indígenas, e as paisagens condenadas? É politicamente incorreto ser contra 11 mil índios que dispõem de dez mil metros quadrados cada um na 'Raposa do Sol', índios de bermuda e relógio. Por quê? Não podemos mais admirar uma paisagem sem que um chato não diga: "Olha bem, que está acabando...".

Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada e a água não sai. Você tenta de novo, nada; até que o faxineiro te instrui a posição certa, esperando gorjeta, mas a água jorra e para, antes de lavar o sabão cor-de-rosa ou cor de diarreia. E o aparelho de secar mão que uiva como uma boca de hipopótamo? E os cremes de rosto e dentes, com a bisnaga vazia pela metade, para faturar uns reais dos otários? E as giletes turbinadas cujas caixas só têm duas unidades? E o papel higiênico 'folha fina', que se esgarça entre as unhas? Abomino e-mails em cascata, com as piadinhas da hora, tenho asco de pequenas besteirinhas como gente dizendo-me "bom descanso" ou "bom trabalho", pagode careta, casais que se casam e se separam na Caras, e, pasmem, não aguento mais 'bunda'. Isso, no bom sentido, claro, mas não aguento mais ver 'melancias, melões e moranguinhos' em toda parte, outdoors, revistas... A economia de consumo é embalada pelas bundas. Viram? A paranoia está batendo... Santo Deus, que será de mim?



Arnaldo Jabor

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Só se for em Portugal.....


Um estudo britânico revela que o sexo feminino é o mais forte no que toca ao estacionamento automóvel. Uma análise das imagens de videovigilância de 700 estacionamentos no Reino Unido e entrevistas com 2000 condutores permitiram concluir que as mulheres são melhores a estacionar do que os homens, considerando o tempo e o método usado para a manobra.


Em declarações à agência francesa AFP, um instrutor automóvel disse estar muito surpreendido com os resultados do estudo: “Pela experiência que tenho os homens são melhores aprendizes e geralmente têm um melhor desempenho nas aulas de condução”. Mas admite que as mulheres sejam melhores a guardar informação e sublinha que os resultados mostram que é errado o “mito” de que os homens têm maior consciência espacial do que as mulheres.

O estudo revelou que as mulheres encontram mais facilmente um lugar para estacionar porque o procuram devagar enquanto os homens passam pelos lugares vagos sem os verem. Além disso, as mulheres estacionam com cuidado e exactamente entre as linhas do lugar de estacionamento, ao contrário da maioria dos homens. A única variável em que o sexo masculino sai vencedor é na velocidade de estacionamento.

A investigação analisou vários parâmetros, incluindo a rapidez com que os condutores encontram um lugar para estacionar, a forma como se dirigem a ele, quanto tempo demoram a efectuar a manobra e quantas vezes reposicionam o carro.

Obs.: Fonte - publico.pt

Explica-se o portugues de portugal




 d evaneios ... As flores exalam perfumes únicos que se confundem com o daquela mulher, a  primavera chegou. Dizem que o acaso não existe, e...